08/08/08

waves of mutilation

m. é, sempre foi e provavelmente sempre será, insuportável. oscila (permanentemente ou a tempo inteiro) entre a (irritante) palermice alegre e (imensa) melancolia pessimista. é um tipo de extremos (embora com a bola nos pés nunca tenha fintado ninguém). oscila a sua vid(inh)a entre o fazer nada e o nada fazer mediante imaginários projectos megalómanos que antes de chegarem ao papel são (invariavelmente) substituídos por qualquer outra ideia utópica. quando lhe perguntei pelo blog (única coisa que ainda ia fazendo) disse-me que não o podia continuar: quer dedicar a totalidade da sua prosa à escrita do (seu) romance histórico (provisoriamente) intitulado os alces também se cozinham: a história de um assumido gay que ainda não saiu do armário e que no entretanto se perde de amores por uma mulher, apesar da sua recalcada aversão a seios femininos; um épico transversal que atravessará um qualquer período histórico de um lugar a decidir. (ainda) pensei em lhe dizer que era melhor não, que os seus posts com mais de três linhas já eram suficientemente chatos, mas preferi guardar essa ideia para mim.

02/08/08

e o teu nome é..?

o silêncio instalara-se, esgotada a conversa de circunstância, pouco ou nada havia para dizer. na verdade até havia, nao ocorria era nada. e do nada surgiu o seu nome: ágata joana. parecendo que não, sussurei-lhe, garante-te dezassete semanas no top mais.

01/08/08

(um) jantar [ou como não o fazer]

a carne revezava-se na ida ao microondas (e estes dois "o's" juntinhos não me convencem). olhávamo-nos (a nós e à carne) mantendo as mãos nos bolsos sob um silêncio apenas mentalmente interrompido pelos grilos e aqueles arbustos que costumam rolar pelas pradarias. convidar o convidado a cozinhar não era opção (pelo menos enquanto estiver em convalescência). ouviu-se um qualquer pois-é-pois-é, ao que respondi: e quê s., que acompanhamento queres fazer para os bifes que o big p. vai grelhar?